Paula Mourão, joalheira carioca, filha de Caio Mourão, iniciou seu trabalho ajudando seu pai no Atelier Mourão em Ipanema. Suas jóias exclusivas são a imagem de sua cidade, um mix de natureza e urbano obtendo um resultado único. Em 2005, com o falecimento do pai, Paula torna-se diretora, e única responsável pelos cursos de joalheria do Atelier Mourão, formador de vários talentos da joalheria brasileira consagrados nacional e internacionalmente. Paula faz uso da prata, ouro, pedras, tecido, esmalte, sementes, vidro e resina, a experimentação faz parte do seu dia-dia na busca da harmonia e do belo, tudo é bem vindo em seu processo de criação.
Artista plástica com formação em joalheria no Atelier Mourão e em Nova York
onde estudou desenho (1980)
Fundição de metais e moldes de borracha, com Caio Mourão (1985)
Cravação de pedras preciosas, com Yvon Piederiére
Esmaltação com Márcia Meira
Gemologia com o Humberto Júdice
Desenho para joalheria com Denise Rangel
Especialização em correntes e repuxados em metal com Bobby Stepanenko
Especialização em desenho e pintura com Andréa Nicácio
Membro da PIN - Associação Portuguesa de Joalheria Contemporânea
Ela poderia ter trilhado outros caminhos, mas resolveu acompanhar os meus passos. Desafiar o pai e o joalheiro ao mesmo tempo, haja coragem. Mas conseguiu vencer o ordálio e transformou os meus ensinamentos - mais os de Bobby Stepanenko, Yvon Piedérriére e Marcio Mattar com os quais também trabalhou - numa técnica totalmente sua, pois acrescentou a isto sua sensibilidade feminina, coisa que seus mestres não tinham para dar. Deu o salto e agora nos olha do alto de suas criações. E ela ainda é jovem! E posso dizer: a minha mais preciosa jóia.”
Caio Mourão, joalheiro, escultor e pai coruja, 05.02.04
A joalheria sempre fez parte da minha vida, desde pequena. O que era brincadeira de criança aos poucos foi virando coisa séria e virou minha profissão. No começo era uma mágica, ensinada por meu pai, que nos mostrou os primeiros segredos dos metais. Com o calor do fogo, transformávamos pequenos pedaços de metal amorfos, frios e sem vida numa graciosa bolinha. Como o grande mago, ele nos apresentou os mistérios do fogo. Depois de fazer muitas bolinhas, comecei a caça por besouros, grilos e pererecas, que ele transformava em peças de prata. Esta mágica me seduziu.
Hoje em dia quando penso em uma peça, não faço um desenho ou um projeto. Da minha emoção idealizo a forma pretendida e trabalho diretamente no metal. Passo as idéias para o concreto, para realidade. Com a joalheria trago a minha busca pela perfeição e emoção, faço a construção na matéria do meu ideal de beleza. Trago para o mundo real o meu conceito do que é belo, do perfeito e da emoção.
Paula Mourão
Caio elaborou e implementou no atelier uma metodologia própria de ensino, sem influenciar o processo criativo, deixando assim o artista achar seu próprio caminho com o mínimo de interferência possível: "Damos os meios, mas o caminho é o próprio aluno quem escolhe e faz". Paula Mourão, sua filha mais velha, que herdou o amor pela joalheria, assumiu a direção do atelier e hoje dá continuidade ao trabalho iniciado pelo pai, trazendo novas técnicas, porém firme às suas filosofias.
em breve
paula_ateliermourao.com.br
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